sexta-feira, 20 de março de 2015

A Outra: Uma perspectiva diferente sobre a moda

Num dos meus posts anteriores falei da minha primeira incursão no mundo do desporto acompanhada por um PT. Com o desporto e o comer bem, as mudanças no meu corpo foram inevitáveis mas em vez de ir gastar umas centenas de euros em roupa decidi que só compraria roupa numa fase mais avançada dos treinos, quase como se fosse mais um factor de motivação. (Ainda bem que não o fiz na altura.. porque como deixei de treinar agora ia encostar bastante roupa.. mas hey, tudo vai mudar de novo :P)

Para além disso.. eu sou uma coleccionadora e tinha roupa com décadas guardada no meu armário que seria útil recuperar para superar esta fase sem compras. Não esquecendo ainda que tenho amigas doidas por roupa e entendidas em Moda e que acharam um piadão a entrar no meu armário e partir-me o coração.

Vamos então recordar o que passou nesse ano passado..

Eu convidei as miúdas, comprei um lambrusco e disse.. pronto, ajudem-me lá a vestir. Mas elas não vinham só com uma pequena ideia.. elas tinham todo um plano para delapidar o meu armário.

(A prova que eu dei Lambrusco....)


Elas chegaram de mansinho e ofereceram-me uma prenda.. as imagens com que iam votar na minha roupa!


E foi aí que eu percebi que ia começar a luta. Elas entraram pelo meu armário dentro prontas a delapidar a minha roupa. Obrigaram-me a experimentar toda, eu vou repetir, T-O-D-A, a minha roupa para decidir o que eu podia usar, o que já não estava em condições, o que era horrível, o que nunca devia ter sido comprado, as peças "oh-meu-deus-porque-é-que-tu-nunca-usaste-isto" e uma panóplia de outras categorias.

(elas em acção)



(elas a gozar comigo)

Em resumo, foram mais de cinco horas em que eu vesti toda a minha roupa, lutei para ficar com algumas (perdi todas as vezes) e ainda tinha um chapéu da vergonha para quando lutava para ficar com qualquer coisa que enquadrava na classe "horrível".

Contas feitas, eis o monte de roupa que foi banido do meu armário:





Moral da História: Se tiverem pouco espaço, a Helena e a Mafalda são prós em deitar metade da vossa roupa fora. 

P.S. Tenho só de lhes dar o crédito, que fizeram magia e conseguiram que eu, sem muito trabalho e sem sair muito do eu estilo, andasse bastante apresentável!


quinta-feira, 19 de março de 2015

Volta cycle, estás perdoado!

Sou uma pessoa descoordenada por natureza e por isso quando vou ao ginásio só faço aulas de "dança" em último caso.

Dia 14 de Março foi dia de apresentação de novas coreografias, no Holmes Place das Amoreiras sob o tema Anos 80. A lista de aulas era tentadora: Spartans, Cycle, Zumba, uma com trampolins, MIB (a pior de todas), X-Celerate. Ainda não experimentei todas as aulas e estava mortinha por experimentar Spartans (uma espécie de crossfit) - pensei que seria o dia ideal para o fazer, já que era "dia aberto" e a aula estaria cheia de gente nova logo a figura triste podia não estar centrada em mim.

Sábado de manhã lá fui cheia de vida a pensar que iria voltar aos bons velhos tempos e eis que quando dou o meu nome na recepção a rapariga me diz: 

- Olá Mafalda, tenho pena mas não vai haver Spartans!

Devo ter feito mesmo má cara, porque logo de seguida vem outra recepcionista, muito rápido:

- AH, mas à mesma hora tem uma aula de X-Celerate

Aceitei sem pensar! 

Não sei como vos vou explicar o que aconteceu nos 50 minutos seguintes: primeiro menti à descarada! Sabem quando o professor pergunta "Há alguém pela primeira vez?" eu não levantei o braço, porque levantou apenas uma senhora. Logo depois o meu chão desabou quando  isto porque quando começa a explicar em que consiste a aula, de uma série de palavras proferidas pelo professor eu filtrei apenas uma AERÓBICA! Ele falou falou falou e eu só ouvia um eco dentro da minha cabeça a-e-r-ó-b-i-c-a. 



Não tinha como fugir: estava na primeira fila (não perguntem como fui lá parar porque não sei), o professor já me conhece e eu não tinha desculpa para sair dali nem a correr nem sem ser a correr, porque ia dar nas vistas. Lá começou a aula. Confesso que tive em nível de concentração máximo e fiz um esforço GIGANTE para não me "esbardalhar" (já referi que havia um senhor a filmar e a fotografar??). 

Quem me conhece sabe que sou péssima na dança, que nasci com dois pés esquerdos, que a esquerda e a direita são inimigas e quando me pedem para coordenar movimentos de "salto" em quadrado pode ser histórico...ou catastrófico! Andei para lá aos saltos, a tentar "levantar os joelhos mais alto" a "rodar os braços para um lado e e as pernas para o outro", saltar em modo "pónei" (pf, não perguntem!!) e toda uma série de movimentos que nem sequer me consigo lembrar!

Para terem uma ideia esta aula é uma mistura de Zumba (sem música brasileira nem "bundas" a abanar), step (sem o step), localizada (andei lá no chão a "fazer" flexões) e sei lá mais o quê!! AH! sabem aquela aula que tem um trampolim que por razões anatómicas (e de coordenação) eu nem em dias abertos experimento? Também tem um nadinha dessa aula!

No final saí em pontas!! Estou a brincar... saí com mau aspecto, como saio sempre das aulas em que faço "à séria"; correu tudo bem, não parti nenhum membro, nem feri os vizinhos.

Se vou voltar? É o mais certo! É uma das melhores e mais completas aulas de cárdio que já fiz!

O que devia ter acontecido nesta aula resume-se neste video.

O que realmente aconteceu? Espero que o senhor tenha perdido a câmara!

Mafalda


terça-feira, 17 de março de 2015

A arte de bem vestir #1: casual não significa desleixado

Quando fiz o curso de organização e gestão de eventos, o módulo que eu mais gostei foi o módulo relacionado com protocolo. Do protocolo em situações profissionais a questões de etiqueta à mesa, abordámos um pouco de tudo, mas aquilo que mais me interessou foi o protocolo na forma de vestir, ou o dress code, como agora lhe chamamos por cá!

Foi aí que eu validei a opinião que já tinha há muito tempo: a maioria das pessoas não sabe como se deve apresentar ao mundo em diferentes situações. E se há eventos (poucos) onde o dress code é claramente indicado aos convidados, não é muito frequente recebermos convites que nos ajudem na hora de escolher o que vestir.

A pensar nisso, e porque com a chegada do bom tempo começamos a ter mais convites para diferentes eventos, resolvi construir um pequeno "guia" do que devemos vestir quando o convite não é claro nesse ponto, tendo em conta o tipo de evento e a hora do dia.

Casual
Como o próprio nome indica, este é um dress code casual, descontraído, que é apropriado para eventos informais realizados durante o dia. Os homens devem usar calças de sarja ou jeans escuros de boa qualidade e sem rasgões, conjugados com t-shirts lisas (sem slogans ou desenhos), pólos, camisas casuais e/ou camisolas de malha. Nos pés, loafers (versão moderna para mocassins) ou sapatilhas (com ou sem meias).




Para as senhoras aplicam-se as mesmas regras dos homens, com algumas variantes: vestidos informais e saias curtas ou compridas são boas alternativas para quem não gosta de calças e blusas de tecidos leves podem substituir as t-shirts e as camisas. No calçado, a alternativa pode passar por um bonito par de sabrinas.





Business Casual
Este é um dress code apropriado para eventos profissionais, ou até mesmo para o dia-a-dia, caso a profissão assim o exija. Não existe um acordo sobre a definição de "business casual", pois depende de vários factores, incluindo o sector e dimensão da empresa, se existe ou não interacção entre funcionários e clientes, o clima, etc.
Contudo, associa-se a este dress code um look elegante sem a necessidade de usar fato inteiro, ou seja, os homens devem usar blazers com calças de sarja (de cores diferentes), combinados com camisas ou pólos e loafers ou Oxford shoes com meias. Podem usar gravata, mas esta é opcional.




As senhoras podem usar saias pelo joelho ou calças de sarja ou outros tecidos conjugadas com camisas, blusas ou camisolas de malha com decotes pouco profundos (e nada de alças finas!). Em alternativa, podem usar vestidos que reúnam todas as características anteriores. Nos pés, sabrinas elegantes, sapatos de tacão médio ou (para as mais arrojadas) uns Oxford shoes.


 


Resumindo, um dress code casual não é sinónimo de desleixo na hora de vestir... muito pelo contrário! Podemos estar elegantes em qualquer situação sem abdicar do conforto e a prova está nos exemplos que vos mostrei.

Para além dos eventos (mais) informais, existem também aqueles onde o nível de protocolo já é maior, mas esses serão matéria para outro artigo, que este já vai longo!


Imagens via pinterest.com