quarta-feira, 8 de abril de 2015

Diz que não é assim tão difícil: Como eu estou a deixar uma coisa que gosto tanto!

Eu gosto de fumar. Não, não é um anúncio de tabaco, é uma confissão. Gosto de fumar um cigarro a beber um bom copo de vinho, gosto de cozinhar a fumar um cigarro ( e com um copo de vinho), gosto de fumar um cigarro depois de beber uma tequilla no Tendinha e bem, em muitas outras situações. Se calhar gosto é de beber vá.

Mas também gosto assim um bocadinho de mim e quando me imaginei de bomba de oxigénio a arrastar com rodinhas pela rua fora, a coisa foi fácil.

Fumei o meu último cigarro no dia 11 de Março de 2015. Não é para sempre, porque acho que um dia vou ter a capacidade de fumar um cigarro porque sim, num momento único (e muito provavelmente vou cuspir o cigarro e dizer que aquilo foi horrível, como na primeira vez que fumei). Ou então vou simplesmente fumar aquele cigarro e ser suficiente.

Mas por agora, só queria mesmo conseguir fazer desporto e ficar em forma e "infelizmente" as duas coisas não estavam a combinar, pelo menos comigo. E eu não queria ser uma bomba em risco de explodir a qualquer momento. Eu quero ser minimamente saudável, para levar uma vida tranquila: para isso preciso de comer melhor, treinar mais, perder algum peso e ganhar motivação com os resultados. Eu sei a teoria, mas com o tabaco, estava impossível de conseguir cumprir a fórmula mágica que eu sei que funciona.

Para quem está a pensar fazer o mesmo.. eis as primeiras teorias de uma moça que fumava um maço por dia no mínimo e que está prestes a chegar aos 30 dias sem tabaco (que bem, vale o que vale):


  • não é difícil deixar de fumar, mas tens de deixar porque realmente queres deixar de fumar e não porque te dão cabo da cabeça ou porque sim
  • se realmente queres deixar de fumar, é fácil decidir que aquele é o último cigarro
  • quando te der vontade de fumar, pensa se queres mesmoooooo fumar (tipo.. será que eu quero mesmo levantar-me do sofá e ir fumar um cigarro?)
  • eu não me proibi de fumar, digo e continuo a dizer, que se me apetecer mesmo muito fumar, o vou poder fazer (guardo um isqueiro sempre comigo)
  • os meus pais e namorado fumam e têm os mesmos hábitos de antes, não me faz diferença e até vou com eles enquanto fumam: eu não o quero fazer e ponto
  • já bebi e não fumei, já saí e não fumei: de novo, porque não o quis fazer
  • não sei se é igual para todos, mas eu senti zero diferenças nas primeiras semanas.. à terceira começou o sabor horrível na boca e a tosse e o deitar cá para fora. Na quarta semana, senti finalmente que o meu pulmão melhorou qualquer coisa (já não pareço asmática nos treinos).
  • sono, muito sono. Desde que deixei o tabaco, não só durmo melhor como tenho muito mais sono.
Sempre ouvi dizer que deixar de fumar era um fim do mundo, para mim não está a ser. Penso que a razão é simples, eu não quis deixar de fumar, eu quis não morrer no treino, ou não precisar de uma bomba de oxigénio. Um meio para chegar a um fim, penso eu de quê.

Mas não sou uma evangelizadora do mundo sem fumo. Eu sei quão bem sabe fumar e se há pessoas que conseguem equilibrar as coisas (comer bem, treinar e fumar um cigarro social pontualmente), acho que fazem muito bem.

Eu vou dando notícias.

Tomem lá mais um treininho de hoje:

Aquecimento: 3x (600m corrida + 50 sit ups)

Treino: 3x ( 50 air squats, 40 swing kettlebell, 30 push ups, 20 pull ups) - eu só conseguir 2x no tempo do treino!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dicas da nutri #3: O dia da asneira

Uma hora de consulta… conhecer o cliente, perceber as motivações, objectivos, dificuldades, elaborar e ajustar o plano às suas necessidades individuais. E no final, a pergunta que me tira do sério…."Oh Dra., não há, assim, um dia em que se possam fazer umas asneiras?".



E pensam vocês…"Não estou a ver qual é o problema desta nutricionista!!".

Pois aqui segue o que eu penso sobre as "asneiras". Três palavras devem servir de orientação:

Excepção!
A verdade é que não recomendo "o dia das asneiras". Aquilo que explico aos meus clientes é que asneiras já fazemos muitas: saltar refeições é uma asneira, comer mais do que aquilo que está estipulado no plano é uma asneira, não beber a água necessária é uma asneira, não praticar exercício físico é uma asneira….Não posso, para além disto TUDO, recomendar um dia para fazer asneiras. O que recomendo, é que se tiverem uma refeição especial, uma vontade de comer uma coisa diferente, uma situação de convívio, então façam a vossa asneira, tendo consciência que essa asneira, primeiro, não pode pôr em causa todo o trabalho que já foi feito e, segundo, tem de ser uma excepção, uma situação pontual (não vá ter uma vontade de comer uma nata todos os dias com o café!).

Antecipação!
Se sabem que se aproximam dias de abusos, então têm de ser extremamente rigorosos no cumprimento do plano nos dias que antecedem!
               
           Compensação!
E com isto não quero dizer "passar fome nos dias seguintes"! Compensar significa voltar ao plano com rigor e… gastar mais energia! Mexam-se!

Bem, e se este post não foi a tempo da Páscoa… vai muito a tempo de todas as comunhões, baptizados, casamentos e festas de aniversário que se avizinham! 

Marta Alves
Nutricionista

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Parabéns!!!!!

"Sempre que visto uma camisola, ajusto os ombros direitos. Não é por nada, é só porque já levei dois berros da Helena a dizer que tenho a roupa mal vestida e pronto, uma pessoa tem medo. Com a Helena é assim: é tudo muito claro, muito fácil e muito directo. Não precisa de muitos floreados: uma camisola veste-se com os ombros directos, o sim é uma resposta garantida quando precisamos de ajuda e a manhã dá para fazer mil e uma coisas. Com a Helena aprendi a fazer o melhor risoto de courgette de mundo (que faz maravilhas em dia de ressaca), aprendi que chegar a horas vale a pena e bem, que a vida até é fácil de encarar quanto temos amigas para falar mal do mundo!"

Vanda

"Escrevi e apaguei mil e uma frases. Pensei em mil e um momentos “nossos”, conclui que não há NO MUNDO, pessoa com mais paciência para mim. Contigo aprendi que o tempo “tem tempo”, aprendi que é possível organizar a nossa mente (não quer dizer que o faça). Não aprendi a cozinhar, é certo, mas aprendi a ser uma lady (no que toca a unhas), aprendi como me apresentar bem consoante as horas e nomes técnicos para camisolas e acessórios de cozinha! Mas acima de tudo ensinaste-me a pensar como os outros ou já te esqueces-te daquele dia em que andava tudo à procura dos guardanapos e tu dizes, com um ar muito sério e sábio “Tem calma, vamos pensar como a Tia Paula!”"
Mafalda