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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O que é que Lisboa tem #3: Garrett 47

Desde o inicio do mês de Setembro que o número 47 da  Rua Garrett (Chiado) tem novos habitantes, um novo restaurante - decorem este nome Garrett 47.

Foi na passada sexta-feira, depois de mais um dia de trabalho duro que decidi fazer uma visita a este espaço; na verdade não fui eu, foi a minha estimada mãe, porque tinha lido a critica na revista Visão. 





A entrada é extremamente convidativa: tons claros, frases sobre vinho e a figura do "Sr. Sandeman" mesmo em frente à porta. 



Ao cimo das escadas, a primeira "imagem" é a da cozinha o que torna o espaço mais honesto (sim... para mim ver a cozinha é sinal de limpeza, e honestidade.....cenas da minha cabeça). O espaço em si já era nosso conhecido, pois eramos clientes do restaurante anterior, mas mesmo assim ficamos surpreendidas com a beleza e simplicidade e com a quantidade de detalhes de decoração que completam o local. 



Como ainda era cedo não queríamos propriamente jantar; na verdade o que sabíamos que era indispensável era um copo de vinho - dois copinhos de Papa Figos para abrir. A carta está dividida em: tábuas, petiscos, rotas - a melhor parte (não foi a que experimentamos) pois é composta por entrada, prato e sobremesa de uma determinada região do nosso Portugal, carne e peixe, saladas e sobremesas. 

Optamos pelos petiscos: um prato de ovas de bacalhau e pimentos (4€), morcela com azeite de alecrim (3,5€) e salada de polvo (4€), pão/tostas (1.5€) e o vinho (2x4.5€).


Não posso deixar de referir um aspecto que para mim é fulcral num espaço novo: o atendimento  - um obrigada ao David por nos ter recebido tão bem! Vamos voltar, é certo!

A "alfacinha"

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O que é que Lisboa tem #2

Como sabem, quando me mudei para a capital, prometi a mim mesma trabalhar muito e aproveitar ao máximo o que esta cidade cheia de luz tem para dar.

Posso ter deixado a ciência guardada na gaveta mas a curiosidade e a vontade de aprender nunca me "deixaram" e sempre que posso dou um salto a um ou outro museu ou exposição. Este Domingo, e porque o tempo não quis que o destino fosse a praia, rumei até ao Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações; o museu divide-se em exposições temporárias e permanentes - desta vez o objetivo era visitar a exposição "Loucamente" sobre a mente humana. A ideia deste trabalho é perceber o que se passa na nossa mente quando nos são detetadas doenças como depressão, bipolaridade, etc. Ao mesmo tempo existe uma parte em que temos que identificar os diferentes estados de espírito e expressá-los com o corpo! Vale muito a pena.... Não estamos horas a ouvir ninguém a explicar isto ou aquilo - somos nós que lemos, exploramos e concluímos.

Para além dessa estive também, de novo, na "Explora", um autêntico "exploratorium" onde podemos brincar aos cientistas e perceber fenómenos relacionados com luz, som, visão entre outras.

Recomendo vivamente que visitem este espaço rico em conhecimento e coisas giras!!!! (termina em Setembro....despachem-se!!!)




Entrada 

Entrada

 Welcome

 Ilusão de óptica, na exposição "Explora"

 O dia em que fiz parte de "O grito"de Munch

 "Expressar sentimentos" .


A Alfacinha


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Casascomvida Serra

Foi no final de Maio que resolvemos começar a procurar uma casa para albergar a nossa tradicional semana de descanso. Os requisitos eram poucos: orçamento até €400/semana, com piscina e, claro está, com um aspecto agradável. O que nós não estávamos à espera é que esta busca se tornasse numa autêntica odisseia. Foram muitas horas de procura e mais de 80 e-mails enviados. O problema era sempre o mesmo... à distância que estávamos do período pretendido, já não havia disponibilidade!

Resolvemos aumentar o orçamento para abrir o leque das opções e, como por artes mágicas, surge-nos um site que até então não conhecíamos. Foi aí que avistámos aquela que viria a ser a escolhida! Feito o contacto com o dono e confirmada a disponibilidade, avançamos com a reserva e ficámos na expectativa... será que a casa é mesmo como mostram as fotografias?








fotos: www.homeaway.pt

No dia da chegada, a ansiedade era muita: a necessidade de descansar misturada com a curiosidade de conhecer a "nossa" Casascomvida. Logo à chegada, fomos recebidos com a simpatia do Bruno, o dono, que nos incentivou a explorar a casa e o terreno por nossa conta. E se, no exterior, já tínhamos percebido que as fotos não nos tinham enganado, foi quando entrámos na casa que percebemos que a realidade superava a amostra do site!

A casa não é grande, mas é perfeita para 4 pessoas, e está toda decorada com objectos vintage: do frigorífico francês original dos anos 40 à ilha/mesa de cozinha que já foi uma bancada das oficinas da Força Aérea Portuguesa, tudo nos transporta para o tempo dos nossos avós!

Para complementar, qual cereja no topo do bolo, toda uma horta de produtos biológicos, cuidadosamente tratada pela mãe do Bruno, à nossa disposição que, no nosso caso, resultou em saladas de tomate maravilhosas e duas sopas devidamente temperadas com ervas aromáticas frescas, acabadas de colher.







 

fotos: Helena Alves

Este sítio, onde se ouve apenas o barulho dos insectos, é tão bom para quem quer descansar, seja no verão ou no inverno (graças aos vários equipamentos de ar condicionado espalhados pela casa), como para quem gosta de dar caminhadas na serra ou conhecer a cultura - a menos de uma hora de distância está a vila de Óbidos, Caldas da Rainha e a praia da Foz do Arelho.

Uma semana passou depressa, e no final, apesar do tempo não ter colaborado muito para banhos de sol e piscina, ficou a vontade de voltar a este pequeno pedaço de paraíso (com pouca rede de telemóvel e outra tanta de internet), quem sabe com mais sorte no que toca à meteorologia!


Helena

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O que é que Lisboa tem #1

Estou em Lisboa desde o dia 28 de Junho de 2014. Aprendi a explorar a cidade e conhecer os sítios mais falados, mas também lugares menos explorados pelos locais. Não é uma cidade de "amor ao primeiro passeio"; aprendo todos os dias mais um bocadinho. Quando ainda morava no Porto ouvi falar da inauguração de um lugar "engraçado", um espaço de refeição e de trabalho, dentro de contentores, o Village Underground.

A cafetaria Village Underground é um espaço muito original situado num antigo autocarro de dois andares, da Carris (Ah! Pois... esqueci-me de dizer que está situado no Museu da Carris, em Alcântara). 



Já lá estive duas vezes: a primeira na altura do Mercadito da Carlota e esta semana. O melhor? O atendimento, a comida e o espaço - tudo, vá!! Nas duas visitas fui recebida com um grande sorriso por parte das funcionárias (tendo em conta que da primeira vez era um dia com IMENSO movimento e desta vez eram quase 3 horas da tarde e queríamos almoçar);  além do espaço no interior do autocarro, existe também uma esplanada onde podemos tomar o café depois do repasto!!

A ementa é constituída por um prato do dia (que varia de preço se se trata de adultos ou crianças), saladas, tostas e alguns salgados. As bebidas são as do costume: sumos naturais, cervejas, etc..



Desta vez a escolha foi uma tosta Alcântara (4.50€) e uma limonada (1€) -  podem consultar a ementa completa aqui. 

Este fim de semana o Village completa o seu primeiro aniversário e há festa da boa!! Estão todos convidados!!


Village Underground
Museu da Carris
Rua 1º de Maio, nº 101
Alcântara, Lisboa



quinta-feira, 16 de abril de 2015

O que é que o Porto tem? #2: Onde não precisas de ter dentes!

Quem esteve atento ao nosso mural do Facebook viu que na passada sexta feira aconteceu a primeira reunião oficial do blog! Sim, pela primeira vez em 2 meses de existência do blog (já!!!), as três mocinhas conseguiram juntar-se, sem a presença de apêndices, para debaterem questões aqui do estaminé! Estes ajuntamentos a 3 têm sido raros, agora que a Mafalda está em Lisboa, e só mesmo um motivo muito forte conseguiu fazer este milagre! Passamos a explicar:

No início de Março, recebemos um convite para conhecer um espaço recente na praça portuense, o restaurante Portu's. Nenhuma de nós conhecia este espaço, mas como somos meninas bem educadas aceitámos o convite e marcamos um jantar para a vinda seguinte da Mafalda ao Porto.

O espaço, situado  numa típica rua da Ribeira bem perto do Rio Douro, não é muito grande, o que faz sentido, já que o objectivo é fazer com que nos sintamos em casa. Fomos recebidas como princesas pelo Rui (dono/responsável de sala/empregado de mesa, ou seja, homem dos sete ofícios) e pela Rafaela (a sua querida mulher), que tomaram as rédeas da nossa refeição e trouxeram para a mesa aquilo que acharam que mais nos iria agradar.

As entradas foram servidas num prato de ardósia: morcela, pimentos padrón, dois tipos de queijo, e alheira; ao lado, um prato com as tão nossas azeitonas.



Depois veio o céu... ai desculpem...o prego no prato. Já conhecíamos outros locais que servem esta iguaria, mas, e JURAMOS que não é publicidade, garantimos que foi o melhor prego no pão com queijo da Serra que já comemos - e não vamos desconstruir isto porque não faz sentido!!!




Ainda tentamos perceber: será do pão? do queijo? da qualidade da carne? NÃO!!! É mesmo TUDO. Não sabemos explicar o paladar daquela carne e o quão tenra era (sim, pessoas sem dentes...podem ir comer o prego!!!).

Para finalizar o Rui brindou-nos com um pão-de-ló de Ovar caseiro feito por uma amiga com mãos de fada - divino!




Ah! Desculpem... têm toda a razão! "Beberam água??!" Pois claro que não! Sugestão do "chefe": Zé do Telhado (Douro).




A noite não terminou na última colher de pão-de-ló. A conversa foi tão boa que já passava da meia noite quando voltamos a casa, quentinhas que só elas, com a garrafa de ginjinha que ficou por nossa conta. Obrigada ao Rui e à Rafaela pela noite tão boa e claro, à Sónia pelo convite.

Prometemos voltar até porque ouvimos dizer que a feijoada é de chorar por mais e ao Domingo há regueifa!!! Quem ficou com água na boca?


Rua dos Mercadores, n.º 10/12 - Porto
Contacto: 222031147

segunda-feira, 9 de março de 2015

Regresso a "casa"!

Uma semana depois volto à capital. Uma semana, certinha. Voltei ao “meu” Porto, aos meus amigos (não a todos como desejei….), abracei os meus sobrinhos; revi pessoas com quem já não estava desde Junho. Fui (re)visitar o Alentejo.  Uma semana depois a capital recebeu-me de braços abertos e com muito sol.

10º ano, prova global de Português. O dia em que descobri e percebi o significado da palavra “saudade”. Tinha 15 anos (foi portanto há 15 anos) e tínhamos que escrever sobre esse sentimento tão português. O “homem da minha vida” tinha morrido há pouco tempo e ainda era tudo muito recente. No dia da entrega da prova a professora deu-me os parabéns, tinha tido das melhores notas na parte de texto livre.

Recebo e envio mensagens “Tenho saudades”.

Sinto saudades de alguém quase todos os dias, por alguma razão. Todos os dias rio sozinha por alguma coisa que me lembrei. Tenho saudades todos os dias. Há quem diga que ter saudades é mau. Não concordo. Ter saudade é perceber que as pessoas estão connosco todos os dias, é sentir que a vida anda para a frente mas que conseguimos guardar em nós as coisas que realmente são importantes.

Sou de uma geração que voltou a ouvir fado, ou porque o fado mudou, ou porque as pessoas que o cantam também mudaram, não importa. Tenho Mariza, Carminho e Camané no meu MP3 e Carlos do Carmo, esse senhor que me acompanha e me ajuda a descobrir Lisboa, a sua “Menina e Moça”.
Lisboa é saudade. Lisboa cheira a um rio diferente. Lisboa tem um sol que brilha e aquece (em dias de maior saudade). Lisboa é falar todos os dias com alguém estrangeiro e explicar como a cidade brilha. Lisboa é saudade do meu Porto, onde encontro as diferenças, onde encontro pessoas iguais a tantas outras.

Ter saudades é sentir que somos (e fomos) felizes.

Hoje, no dia em que Lisboa me volta a receber, a saudade está mais do que presente; volto a olhar para o calendário e a contar os dias para voltar a abraçar aqueles que mais falta me fazem!

A "alfacinha"



quinta-feira, 5 de março de 2015

O que é que o Porto tem? #1

Neste caso não é exactamente o Porto, mas sim Matosinhos. 

E o que é que Matosinhos tem? Na minha modesta opinião (e por isso, vale o que vale), o melhor restaurante de sushi da zona! Sim, eu sei... com certeza para outras pessoas haverá sítios melhores, mas para mim este é sem dúvida O melhor!

No sábado passado apeteceu-me comer sushi e resolvemos ir experimentar o Bushido. Embora seja um projecto recente (está aberto há cerca de 3 meses), este espaço já começou a conquistar um lugar de destaque por variadíssimas razões: tem um espaço moderno mas muito acolhedor, pessoal simpático e eficiente e, claro, um sushi (e não só) de comer e chorar por mais!





Na hora de escolher, com tantas opções a soarem umas melhor do que as outras, ficámos indecisos e, por sugestão da nossa anfitriã, começamos o jantar com um trio de entradas: crepes de legumes, crepes de camarão e tempura de camarão. Para acompanhar, e novamente por sugestão da nossa anfitriã, pedimos uma sangria de vinagre balsâmico (não se assustem, já explico!).



As entradas, que vieram para a mesa acabadas de fazer, foram servidas com um molho agridoce que complementa os sabores destes petiscos na perfeição.

A sangria... bem, a sangria foi a aposta ganha da noite! A sangria foi-nos servida pelo responsável do bar, acompanhada de uma explicação acerca dos ingredientes utilizados na sua preparação. Vou tentar reproduzir, mas aviso desde já que não tenho o mesmo charme que o Miguel! Então cá vai: para além de um toque de vinagre balsâmico (claro!), esta sangria que tem por base o espumante, é feita com pasta de gengibre e algumas rodelas de pepino. Para além de serem sabores que complementam os sabores do sushi, a pasta de gengibre tem como função a limpeza do palato (à semelhança das fatias de gengibre que são servidas com o sushi) e o pepino serve para prolongar o sabor da sangria na boca mesmo após comermos uma peça de sushi. O sabor doce da sangria é dado exclusivamente pela cana de açúcar com que é servida, pelo que se acharem que a sangria começa a ficar doce demais, podem retirá-la!

Para além desta sangria, existem mais duas: a sangria de avelã e salmão e a sangria de chocolate e tabaco, que, à semelhança da de vinagre balsâmico, são criações originais do Miguel.

Terminadas as entradas, veio o tão esperado sushi! Para duas pessoas, pedimos um freestyle de 25 peças, cuidadosamente preparado pelo sushiman da casa e que dava vontade de comer só com os olhos (peço desculpa, mas a qualidade das fotos não faz justiça à realidade apresentada).



A minha companhia neste jantar foi um recém convertido ao sushi, que, apesar de gostar, não era o maior fã das peças com peixinho cru (gostava mais das coisas das entradas) e, por isso, penso que a melhor maneira de vos descrever a qualidade deste sushi é reproduzir o diálogo que aconteceu quando nos preparávamos para provar a primeira peça:

Ele - Quero ver a tua reacção ao sushi. Tu é que és a especialista nisto, para mim é tudo igual!

Eu - Ahahah! Está bem... vamos lá provar!

Ele (com a peça de sushi na boca e antes de eu ter oportunidade de reagir) - F#&%, isto é mesmo bom!!!

Eu só tenho a acrescentar uma coisa... é MA-RA-VI-LHO-SO!


Para finalizar o jantar, o Bushido oferece uma selecção de sobremesas para comer mas também para beber. Sim, leram bem... para beber! Cocktails com sabores típicos de sobremesas, apresentados de forma a, mais uma vez, ficarmos com vontade de comermos tudo com os olhos!
Embora os nossos estômagos já estivessem muito bem compostinhos, a casa gentilmente ofereceu-nos duas destas sobremesas tão particulares para experimentarmos: chocolate e menta para ele, pêssego para mim.


Os elementos que vêem pousados na ardósia ao lado de ambos os cocktails não são só decoração. São elementos que, quando queimados, libertam aromas que nos ajudam a limpar o palato para melhor desfrutarmos do que vem a seguir. Canela para o cocktail de chocolate e menta e alecrim, hortelã e grãos de pimenta cor de rosa para o cocktail de pêssego. 

Foi o final perfeito para uma refeição deliciosa!

Aposto que vocês já estão a perguntar qual o valor desta refeição! Nós pagámos cerca de 30 euros por pessoa. Não é propriamente barato, mas vale muito a pena!

Para terminar, deixo-vos os contactos do Bushido e uma pequena recomendação: Se gostam de sushi, vão lá e experimentem!

Rua 1º de Dezembro, 134 - Matosinhos (perpendicular à Av. Serpa Pinto)
Contacto: 914 233 603

Fotos: Helena Alves